A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar possíveis irregularidades no salário da secretária da Fazenda de Novo Hamburgo, Michele Vargas Antonello terá sua primeira reunião nesta quarta-feira (1º). A agenda está marcada para começar às 9h30 na Câmara de Vereadores e vai servir, entre outras demandas, para escolher as funções de presidente, secretário e relator dos trabalhos previstos para seguir por até 120 dias.
Os seis participantes vão se reunir a portas fechadas no Legislativo. Apenas depois do encontro a comunidade vai saber se poderá acompanhar na íntegra a sequência dos trabalhos da Comissão.
Participam os seguintes vereadores: Felipe Kuhn Braun (PSDB), Giovani Caju (PP), Ito Luciano (Podemos), Joelson de Araújo (Republicanos), Professora Luciana Martins (PT) e Ricardo Ritter (MDB)

Foto: Pyetra Trindada/CMNH
O encontro será secreto porque o regimento interno da Câmara de Vereadores determina que os membros tenham autonomia para definir se as reuniões serão abertas, transmitidas ou fechadas ao público. Em 2024, durante a CPI do Transporte Público, as sessões foram disponibilizadas para que a população pudesse acompanhar ao vivo pela TV Câmara e presencialmente no plenário da Câmara.
O que a CPI vai investigar?
Nomeada secretária da Fazenda em fevereiro de 2025, Michele Vargas Antonello atuou por 12 anos em Santa Maria. Por quatro anos esteve à frente da Secretaria de Finanças. Conforme o Portal da Transparência do município da região central do Estado, Michele tem o cargo estatutário de agente administrativo, com salário de R$ 5,3 mil e vencimento líquido de R$ 4,6 mil.
No Vale do Sinos, Michele também recebe o salário integral como secretária da Fazenda. De acordo com o Portal da Transparência, a titular da SMF recebe R$ 14,7 mil brutos, sendo R$ 10,9 mil líquidos.
Os vereadores pretendem investigar a legalidade desta duplicidade. A Prefeitura de Novo Hamburgo nega qualquer tipo de irregularidade.
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