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BALANÇO DE GESTÃO

Prefeito Heliomar Franco destaca ações dos seis meses de governo; confira os projetos

Sistema anticheias e área da saúde estiveram entre os principais desafios em São Leopoldo

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Publicado em: 01/07/2025 às 20h:33
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O prefeito Heliomar Franco fez um balanço dos primeiros seis meses de governo em entrevista na sexta-feira (27), realizada em seu gabinete no sétimo andar no Centro Administrativo. “Encontrei agora quase todas as informações que estavam esparsas pela gestão pública e tenho quase que domínio total sobre elas. E a gente sabe mais ou menos quais são as intervenções que têm que ser feitas em cada setor”, disse.

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“Só que nós não podemos perder tempo”, ressaltou, destacando que o sistema contra as cheias e a área da saúde, desde o primeiro dia de seu governo, têm sido os principais desafios. Heliomar falou, ainda, sobre o Hospital Centenário. “Nós precisamos preservar esse hospital e fazer com que ele funcione melhor. É imprescindível e tinha que ser maior, tinha que ter mais recursos para atender melhor. Infelizmente não é isso que acontece ainda hoje, mas vamos chegar lá.”

"Nós queremos que as pessoas se sintam acolhidas no sistema de atenção à saúde, coisa que ao longo dos últimos anos não acontecia e não acontece ainda", disse

Na segunda-feira (30 de junho), quando completaram-se os primeiros seis meses de governo, Heliomar embarcou para a Alemanha. A viagem não terá custos para a Prefeitura. Na bagagem, levou o projeto para o futuro da cidade que chama de Complexo Ilha de São Leopoldo. A iniciativa prevê a remodelação de áreas, uma iniciativa da ordem de R$ 200 milhões que deverá ser colocada em prática com investidores. Lá, segundo o prefeito, será a primeira apresentação oficial do projeto.

Confira as ações realizadas

Sistema contra enchentes

“Desde o primeiro dia, tínhamos dois grandes desafios: o sistema anticheia e a saúde pública. Qual era o mais premente? O sistema de proteção contra a cheia. Agora, São Leopoldo conseguiu sair praticamente ilesa dessa chuvarada toda, com intervenções que fizemos como desassoreamento do rio, limpeza das margens e tubulações de água e esgoto – quase 200 quilômetros de tubulações -, 500 bocas de lobo substituídas e reforma das bombas de recalque. Temos seis bombas anfíbias e estamos licitando mais cinco para substituir bombas antigas.”

Saúde

“O segundo desafio, e o maior deles, é o da saúde. E essa área insiste em nos desafiar. Inclusive agora tivemos movimentações neste setor. A primeira etapa é a humanização. Nós queremos que as pessoas se sintam acolhidas no sistema de atenção à saúde, coisa que ao longo dos últimos anos não acontecia e não acontece ainda. Ainda não conseguimos alcançar esse objetivo, estamos trabalhando nisso ainda. Estamos observando, medindo e corrigindo até que a gente consiga encontrar o termo para poder dizer ‘agora está da maneira como gostaríamos, em termos de equipe feitas em cada setor”, disse.

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Hospital Centenário

“Hospitais da região estão restringindo atendimento e isso o Centenário foi o único que não fez. Conseguimos manter com muita ginástica, diálogo diário com fornecedores e servidores, para que os serviços continuem. Estamos mantendo, apesar de toda a crise no entorno. Não significa que, num momento ou outro, não teremos que restringir. Estamos lutando para não. Dos últimos 60 mil atendimentos, 22 mil eram de São Leopoldo, o restante, era de fora.

Masterplan Unisinos

“Viajamos para Santa Catarina há pouco tempo com o reitor da Unisinos, estudando o Masterplan da Unisinos. É inevitável que o município esteja dentro desse projeto da Unisinos. Desde o primeiro dia queríamos investir e estar junto. E agora já estamos em uma fase de protocolo de intenções com a Unisinos, já tem uma minuta para ter esse modelo de saúde. Isso está sendo modelado. Temos pressa. Nós queremos já no ano que vem iniciar esse novo modelo, lá na Unisinos. O plano é esse, estamos afinando. Não podemos nos distanciar mais: o setor privado, público e a universidade. Tem que estar os três juntos para encontra ruma solução.”

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Assistência Social

“Nós atuamos muito fortemente na área da assistência social, fazendo uma nova forma de abordagem das pessoas em situação de rua, trazendo para eles condições de internação, acolhimento, encaminhamento para emprego, abrigamento temporário, tratamento de dependência química. Nós conseguimos reduzir consideravelmente o número de pessoas em situação de rua. E estamos fazendo um pente fino no aluguel social. Encontramos diversas fraudes, a mesma pessoa com mais de um aluguel social, pessoas morando na mesma casa, cada uma com um aluguel social.”

Habitação

“No setor de habitação, o plano é trazer pelo menos duas mil habitações novas para a cidade, para quem perdeu as casas na enchente, podendo chegar a quatro mil dependendo dos laudos e do avanço da burocracia interna junto com o governo federal. Está bem encaminhando. Na habitação, nós também estamos fazendo a entrega dos títulos de propriedade para as pessoas que há anos aguardavam. Temos aproximadamente 260 regularizações e, nos próximos dias, teremos 60 matrículas da Cooperativa Cojavit. E estamos esperando a liberação de 300 matrículas do Estado.”

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Dívidas

“Assumimos a Prefeitura com R$ 500 milhões de dívidas. Já pagamos perto de R$100 milhões. Temos que honrar prestações para que serviços não sofram interrupções. É claro, foram feitas repactuações, renegociações e diálogo com fornecedores. Além disso, buscamos os principais credores. Fomos a Brasília para negociar com a Caixa Federal, o Banco do Brasil, cerca de R$ 350 milhões em dívidas, porque é um período muito curto de desembolso dos créditos, são três anos para pagar quase R$ 300 milhões, tudo para gestão atual. Estamos negociando, já temos sinais bem positivos para renegociação dessas dívidas. E estamos tratando de melhorar as condições de obtenção de crédito.”

Peixe Dourado

“Fizemos o pente fino no projeto do barco escola, inclusive virou CPI na Câmara. Nós entendemos que foi oneroso demais para o município e um produto que não se prestou para a finalidade pública que se destinava. E agora nós estamos mantendo esse bem para ver qual é a destinação final dele. Pode ser alienado porque tinha um custo mensal, só de tripulação de 80 mil reais, sem navegar, porque não navegava com o rio muito raso, e quando o nível está alto corre o risco de bater na ponte.”

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Câmara de vereadores

“Dialogamos bastante. Nós terminamos esse pacto antes do ano-novo. E já entramos em janeiro com as soluções todas postas. E hoje a gente tem uma relação muito positiva com a Câmara de Vereadores, com muito respeito, muito diálogo. Temos o apoio da maioria dos vereadores que tem entendido o projeto para a cidade. Inclusive vereadores da oposição têm votado a favor de projetos do governo.”

Atuação nas redes sociais

“Foi um compromisso nosso com a população, de dar transparência para as ações do governo e para as contas do governo. Foi um compromisso nosso. Então nós aprimoramos o portal de informações do governo sobre todos os serviços que a prefeitura oferece, sobre as contas da prefeitura e sobre as ações de governo. A gentes e comprometeu a fazer e mostrar o que está acontecendo, falar a verdade para a população. Acho que isso é muito importante. Falamos sobre as coisas boas e falamos as coisas ruins também.”

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Reforma administrativa

“Se eu tivesse mandado em fevereiro para a Câmara, teria errado porque eu conhecia pouco da estrutura administrativa do município. Vim conhecer melhor depois. E aí, algumas modificações que faria, eu teria que desfazer ou aperfeiçoar. É como dirigir um carro: você vai saber os ruídos que tem quando começa a rodar. E a prefeitura é assim: começamos a andar com ela e a ver que algumas alterações que nós faríamos, teriam que ser feitas de outra forma. Agora a Reforma Administrativa está comigo. Está na iminência de ser encaminhada para a Câmara de Vereadores. Acho que logo que eu retornar de viagem, já consigo fazer o encaminhamento.”

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