Além de confirmar a construção da RS-010, o governo do Estado detalhou nesta terça-feira (28), o cronograma do Bloco 1 para concessão de oito rodovias estaduais (RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466, RS-474).
O conjunto de obras contempla 213,72 quilômetros de duplicações no período de 10 anos. São projetados ainda 12,54 quilômetros com implementação da terceira faixa e outros 21,70 quilômetros de faixas adicionais.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
O governador Eduardo Leite (PSD) reforçou que até o fim da concessão, as rodovias vão somar 454 quilômetros de obras. “Teremos mais agilidade, manutenção permanente e desenvolvimento econômico. Nunca na história do Rio Grande do Sul tivemos um investimento desse tamanho em estradas.”
Na região, além da RS-010, são destacadas a RS-239, RS-115 e RS-235, utilizadas especialmente para acessar o Vale do Paranhana e a Serra Gaúcha. As duplicações na RS-115 e RS-235 são consideradas demandas históricas da comunidade.
O trecho da RS-239 entre Novo Hamburgo e Campo Bom, que dará acesso a RS-010, será o único a receber uma terceira faixa adicional.
Há ainda a RS-020 entre Gravataí e São Francisco de Paula, passando por Taquara e Igrejinha. A RS-474 em Rolante e Santo Antônio da Patrulha e a RS-466 em Gramado.
Titular da Secretaria da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, salientou que uma série de reuniões já estão marcadas em municípios com estradas incluídas no Bloco 1. “Isso vai possibilitar que sejam feitas eventuais adequações no projeto ou alteração em algo previsto.”
Capeluppi cita que o mesmo foi feito com municípios do Bloco 2 (veja abaixo). “Isso ajuda a atender a população que mora no entorno destas rodovias ou que vão utilizar as mesmas.”
Audiências Públicas
O Bloco 1 terá três audiências públicas em locais que serão definidos e anunciados em breve. Conforme o governador, o chamamento público já está disponível no site parcerias.rs.gov.br. Leite garante que as considerações da comunidade são consideradas. “Não é mera formalidade e o Bloco 2 é prova disso. Consideramos muitas sugestões encaminhadas.”
Critério para leilões e garantia
Eduardo Leite confirmou qual será o principal critério para definir os vencedores do leilão do Bloco 2 (março de 2026) e do Bloco 1 (junho de 2026). “ [O critério] é o de menor tarifa. Originalmente até discutimos a possibilidade de usar algum critério híbrido, com aporte a tarifa, mas no fim optamos pela tarifa, até pelo bom diálogo que tivemos durante a construção do edital do Bloco 2.”
O governador reforçou que, se não fosse o aporte de R$ 1,5 bilhão do Estado, o leilão do Bloco 1 seria inviabilizado. “A tarifa seria de R$ 0,32, inviabilizando a realização da concessão.”
Leite também reiterou que a contratação da concessionária será efetuada no final de 2026. “Estamos muito determinados em fazer toda essa jornada para assinar o contrato até o fim do mandato. O próximo governo vai receber, a partir do grupo de concessões que já fizemos, um conjunto de obras de aproximadamente R$ 20 bilhões de obras em rodovias.”
RS-118 definida sem pedágio
Com 21,5 quilômetros duplicados na região metropolitana, a RS-118 esteve no centro de uma polêmica sobre a instalação, ou não, de pedágio. Nesta terça-feira ficou definida que a rodovia não será pedagiada.
Isso porque apesar do trecho entre Alvorada e Viamão estar incluso no Bloco 1 de concessões, nenhuma cobrança na extensão da via foi prevista. Portanto, moradores de Sapucaia do Sul, Esteio, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada e Viamão não precisam se preocupar com a hipótese de pagar pelo quilômetro rodado.
Edital do Bloco 2 será lançado em novembro
O Bloco 2, composto por seis estradas (RS-128, RS-129, RS-130, RS-135, RS-324 e RSC-453) está mais adiantado, com previsão de publicação do edital para a primeira semana de novembro. No total, 32 cidades serão beneficiadas.
A previsão de investimento é de R$ 4,6 bilhões em 10 anos, com aporte público de R$ 1,5 bilhão. “Investimentos em infraestrutura serão os mais pressionados. Se não fizermos as concessões, podemos ter momentos mais difíceis”, explicou o governador.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Assim como o Bloco 1, a cobrança dos pedágios será efetuada no sistema free flow. No entanto, por não contar com a construção de uma rodovia nova (caso da RS-010), o valor por quilômetro rodado será mais baixo, custando 19 centavos. “O free flow é um caminho que a tecnologia permite. Fazendo com que se distribua melhor as cobranças e sendo justo com a população”, completa Leite.
O leilão está previsto para março de 2026 na B3, em São Paulo. Já a homologação será em abril do mesmo ano, com a assinatura do contrato ocorrendo em agosto.
Veja vídeo: Governo do RS confirma construção da RS-010 entre Porto Alegre e Sapiranga no pacote do Bloco 1
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