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El Niño: Inverno será de risco no Sul do Brasil com "alta probabilidade de cheias de rios e enchentes"

Fenômeno já oficializado no Pacífico deve intensificar as precipitações e aumentar o risco de desastres no Sul do Brasil

Nadine Funck
Publicado em: 19/06/2026 às 12h:27 Última atualização: 19/06/2026 às 12h:27
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O inverno começa precisamente às 5h25 de domingo (21) com um El Niño já oficializado no Pacífico. O fenômeno, que apresenta rápido aquecimento, coloca o Sul do Brasil em risco para chuvas e desastres, especialmente no meio da estação, conforme alerta da MetSul Meteorologia.

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“Trará aumento significativo da chuva no Sul do Brasil, com alta probabilidade de cheias de rios e enchentes, especialmente na segunda metade da estação”, avisa o portal de meteorologia nesta sexta-feira (19).

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 21/05/2024 ENCHENTE RIO BRANCO | abc+



21/05/2024 ENCHENTE RIO BRANCO

Foto: Paulo Pires/GES

Região muito afetada pelo El Niño

Os meteorologistas Luiz Nachtigall e Estael Sias reforçam que o Sul do Brasil será mais impactado pelo fenômeno, que tem alta probabilidade de atingir patamar intenso e se configurar como um Super El Niño no segundo semestre.

De acordo com a análise da MetSul, o patamar de Super El Niño já pode ser alcançado no inverno pelo critério tradicional de monitoramento da agência do clima dos Estados Unidos, a NOAA, denominado Índice Niño Oceânico (Oni).

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Projeções indicam que este fenômeno pode rivalizar ou superar em intensidade os históricos episódios de 1982-1983 e 1997-1998, considerados alguns dos mais poderosos já registrados.

Projeções de chuva

Este inverno pode ser marcado por precipitação excessiva a extrema. Há consenso entre modelos de clima de longo prazo sobre chuva acima a muito acima da média no Sul do Brasil, concentrando-se primeiro em Santa Catarina e no Paraná

No decorrer da estação, contudo, a probabilidade de episódios extremos se estende para todo ou quase todo o Sul do País. Para o trimestre entre julho e setembro, os maiores acumulados de chuva na estação devem se concentrar na metade norte e parte do oeste do Rio Grande do Sul, bem como nos outros dois estados.

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Os desvios são especialmente altos nos territórios catarinense e paraense na maior parte das projeções dos modelos analisados pela MetSul, uma vez que as médias de precipitação históricas de chuva no Paraná costumam ser menores que as do Rio Grande do Sul no inverno, já que o estado está mais próximo do Centro do Brasil, onde normalmente ocorre a temporada seca durante a estação mais gelada do ano.

Impacto do El Niño no Rio Grande do Sul

No Estado, o El Niño começará a impactar em relação à chuva no decorrer da estação. Com o passar das semanas, afetará especialmente o oeste e a metade norte, onde está a maioria das nascentes dos principais rios do Estado.

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Embora julho já possa ter chuva acima da média, a precipitação deve aumentar mais em agosto e, sobretudo, setembro, quando podem ocorrer mais eventos de chuva excessiva a extrema, sendo este o período com aumento do risco de cheias no Estado.

Os meteorologistas não afastam a possibilidade de enchentes de médio a grande porte nas bacias do oeste, como Uruguai e Ibirapuitã, e de rios que nascem na metade norte, como Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí.

Mais chuva somada ao aumento de temporais

A segunda metade do inverno, além do aumento considerável de precipitação, deve registrar um aumento de temporais, o que é característico do El Niño. Numerosos episódios de tempo severo com granizo e vendavais são vistos principalmente no fim do inverno e na primavera, sendo que os mais graves podem vir com tornados.

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Conforme os meteorologistas, o inverno marca ainda o auge da ocorrência de ciclones extratropicais no Atlântico. Há estudos mostrando que o El Niño pode aumentar o impacto destes ciclones no Rio Grande do Sul.

No último episódio, em 2023, ciclones intensos causaram vento com força destrutiva e chuva excessiva no Estado no decorrer da estação mais fria do ano.

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Pico do El Niño

O pico do El Niño de 2026-2027 está previsto para o último trimestre deste ano, entre a primavera e o começo do verão. Será neste período que o fenômeno alcançará “intensidade extrema e talvez sem precedentes nos tempos modernos“.

“Será o trimestre de maior risco para chuva excessiva e enchentes no Sul do Brasil”, adverte a MetSul. 

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